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domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 odisseia de viver

Vou dar o mote para este meu ano... recorro uma vez mais às minhas raízes... à força do granito feito poesia da minha terra.


ALVORADA

Foi tudo simples: aconteceu.
O dia amanheceu,
Acordei,
E reparei,
No milagre concreto de viver.
E cantei
Como um galo feliz.
O que esse canto feliz diz
É que não sei.


Miguel Torga, Diário Vols. IX a XVI, pág. 1338

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PRESCRIÇÃO

Deixa passar as horas
Sem as contar.
Alheia a cada instante,
Vive, a viver a vida, a eternidade.
Feliz é quem não sabe
A própria idade
E em nenhum ano pode envelhecer.
Dura encantada na realidade.
Negar o tempo é o modo de o vencer.